segunda-feira, 20 de abril de 2026

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Charlie Mackesy


A história acompanha um menino solitário que, em meio a uma floresta, encontra uma toupeira muito falante e apaixonada por bolos, e juntos iniciam uma jornada rumo ao desconhecido. No caminho, surge uma raposa que é cautelosa e mais quieta e, algum tempo depois, um cavalo muito grande, sábio e gentil. Mesmo sendo tão diferentes, os quatro constroem uma amizade bonita e verdadeira, e ao longo da jornada, compartilham pensamentos, medos, inseguranças e aprendizados.

A obra é construída quase inteiramente por diálogos simples, mas que carregam reflexões profundas sobre solidão, coragem, gentileza e, principalmente, sobre a relação que temos com nós mesmos e com os outros, tudo de maneira simples e bela.

A leitura é rápida, leve e fluida, mas a experiência que ela proporciona é intensa. O livro nos lembra que não estamos sozinhos, que pedir ajuda não é fraqueza, mas um ato de coragem; que nosso valor não deve ser medido pela opinião dos outros; e que, mesmo diante dos percalços da vida, tudo passa. Há também uma reflexão bonita sobre o que significa “casa”, nem sempre é um lugar físico, mas sim as pessoas ou até os encontros, que nos fazem sentir acolhidos, seguros e amados.

"Não é esquisito? Só podemos nos ver por fora, mas quase tudo acontece do lado de dentro."

Escrito por Charlie Mackesy e publicado no Brasil pela editora Sextante em 2020, O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo possui 128 páginas e é o tipo de livro que pode ser lido em poucos minutos, mas que marca nossa vida por muito mais tempo.

Com uma proposta simples, a profundidade das reflexões, somada à sensibilidade das ilustrações, acolhe o leitor e faz com que a gente se identifique com os personagens. A escrita transmite paz, como se cada página fosse um pequeno respiro em meio à correria do dia a dia.

É realmente um livro para todas as idades, mas eu recomendaria principalmente aos adultos. Às vezes, a gente só precisa ser lembrado de coisas que, apesar de simples, são essenciais.

Além disso, a obra ganhou uma adaptação em curta-metragem, vencedora do Oscar 2023, dirigida por Peter Baynton e pelo próprio Charlie Mackesy. Disponível na Apple TV, o curta tem cerca de 30 minutos e consegue traduzir, de forma igualmente sensível, toda a essência do livro.

Espero que tenham gostado da resenha! Agora me conta: você já conhecia esse livro?

segunda-feira, 13 de abril de 2026

A Louca dos Gatos, de Sarah Andersen


Escrita por Sarah Andersen, uma cartunista estadunidense que ganhou notoriedade na internet por suas tirinhas publicadas em sua página Sarah’s Scribbles no Facebook, A Louca dos Gatos (Herding Cats) é uma HQ de 112 páginas, publicada no Brasil pela editora Seguinte em 2018.

Apesar do título se referir a gatos, a obra vai muito além disso. Trata-se de uma coletânea de tirinhas engraçadas que abordam temas diversos e situações cotidianas, daquelas em que é difícil não se identificar. Entre os principais pontos, estão os desafios de ser um jovem adulto no cenário atual, o peso da internet, a autocobrança constante e os pensamentos ansiosos.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga Nunes


Clássico da literatura infantojuvenil brasileira, A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga Nunes foi publicado em 1976, e ainda assim, permanece incrivelmente atual. É o tipo de leitura perfeito para aqueles que são, ou já foram, crianças um dia.

A obra nos apresenta Raquel, uma menina sensível e imaginativa que carrega dentro de si três vontades: crescer, ser garoto, e se tornar escritora. Por ser a caçula, a família não tem paciência com ela, não escuta, e frequentemente transforma suas tentativas de expressão em motivo de riso.