Se você está em busca de uma história cheia de aventura, que atravessa continentes, culturas e perigos inesperados, este clássico da literatura é o destino certo. Ambientado em 1872, quando o mundo começava a encolher graças aos avanços tecnológicos, a narrativa nos transporta para uma jornada audaciosa que transforma uma simples aposta em uma corrida inesquecível.
Nosso protagonista é o sr. Phileas Fogg, um rico cavalheiro inglês, enigmático e metódico. Homem de poucas palavras, calmo, discreto e extremamente pontual, ele possui uma rotina muito bem definida e inabalável, tudo acontece no mesmo horário, da mesma forma, todos os dias, com muita precisão.
É justamente nesse cenário de absoluta previsibilidade que surge Jean Passepartout, um francês recém-contratado como seu secretário particular. Cansado de trabalhar para cavalheiros que levavam uma vida agitada, repleta de viagens e compromissos inesperados, tudo o que ele deseja é tranquilidade. E trabalhar para alguém tão organizado e previsível quanto o sr. Fogg parece, finalmente, a escolha perfeita.
Depois de receber o novo empregado, sr. Fogg segue sua rotina como sempre e, no horário exato, dirige-se Clube da Reforma. Naquele dia, o assunto entre os cavalheiros era a respeito de um roubo recente no Banco da Inglaterra, 55 mil libras haviam desaparecido e o ladrão sumiu sem deixar rastros.
Devido aos avanços nos meios de transporte, que agora permitiam o deslocamento mais rápido, o ladrão poderia, naquele momento, já estar em outro continente. Inclusive, um jornal havia publicado um cálculo demonstrando que era possível dar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Ainda assim, um dos cavalheiros presentes argumenta que poderia haver imprevistos e que tal façanha seria impossível na prática. Então, sr. Fogg, com sua serenidade habitual, firma uma aposta de 20 mil libras de que conseguirá realizar a volta ao mundo no prazo estipulado, e decide partir naquela mesma noite.
Assim, o homem mais previsível de Londres embarca nessa aventura, levando consigo um Passepartout atônito, que vê seu sonho de ter uma vida tranquila desaparecer de uma hora para outra, sendo obrigado a acompanhar o novo patrão, até então tão caseiro, rumo a uma jornada imprevisível.
A partir daí, a narrativa se transforma em uma verdadeira corrida contra o tempo. A cada parada, desafios, contratempos e situações perigosas surgem. E como se não bastassem os obstáculos naturais da viagem, há ainda o inspetor Fix, que convencido de que o sr. Fogg é o responsável pelo roubo ao Banco da Inglaterra - já que a descrição do criminoso coincide com a sua -, passa a segui-lo e tenta sabotar a viagem diversas vezes, aguardando apenas receber em mãos o mandado de prisão para capturá-lo.
Mesmo diante das adversidades, sr. Fogg parece sempre ter uma solução à mão. Meticuloso em seus cálculos e decisões, conduz cada etapa da viagem com precisão quase absoluta. Há algo de excêntrico em sua calma inabalável e até mesmo um certo traço extravagante na forma como utiliza seus recursos financeiros sem hesitar, sempre a favor do objetivo que traçou.
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, do autor francês Júlio Verne, é uma narrativa leve, dinâmica e extremamente envolvente. A cada parada, o leitor aprende um pouco sobre geografia, culturas e o contexto histórico da época, tornando a leitura quase uma aula fascinante sobre o mundo do século XIX.
A experiência em audiobook, pela editora Livro Falante, torna tudo ainda mais imersivo. A narração e os efeitos sonoros criam uma atmosfera que nos faz sentir dentro da história, embarcando em navios, cruzando continentes e correndo contra o relógio ao lado de sr. Fogg e Passepartout. É o tipo de narrativa que prende a atenção e faz querer seguir a leitura até o desfecho da história.
Se você gostou desta resenha, continue acompanhando nosso blog para mais dicas e recomendações de leitura incríveis!

Nenhum comentário:
Postar um comentário