Um dos contos mais conhecidos do mundo, Alice no País das Maravilhas certamente já cruzou o caminho de muita gente em algum momento da vida, seja pelas adaptações cinematográficas ou pelas inúmeras referências espalhadas pela cultura pop.
Escrita pelo britânico Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, a obra se tornou um verdadeiro ícone da literatura infanto-juvenil, marcada por aventuras curiosas, personagens excêntricos e uma lógica que desafia completamente a realidade.
Alice é uma jovem garota muito curiosa, corajosa, falante e questionadora, e a história começa com Alice sentada ao lado de sua irmã que lia um livro que não contém figuras ou diálogos. Entediada, de repente vê um Coelho Branco, apressado e consultando um relógio de bolso. Curiosa, decide segui-lo e essa decisão faz Alice cair em um buraco aparentemente interminável. Durante a queda, Alice conversa consigo mesma sobre diversas coisas, algo que se torna uma característica constante da narrativa.
Quando finalmente chega ao fundo do buraco, encontra um enorme corredor cheio de portas. Uma pequena portinha chama sua atenção, e ao abri-la, ela descobre que do outro lado existe um lindo jardim.
O problema é que Alice é grande demais para atravessar a pequena passagem. Desejando encolher para conseguir entrar, ela acaba bebendo um líquido misterioso que a faz diminuir de tamanho. Em seguida, come um bolo que a faz crescer novamente. A partir daí começam as famosas mudanças de tamanho que marcam a história.
Ao longo de sua jornada, Alice se depara com um mundo repleto de animais falantes, criaturas excêntricas e situações completamente inusitadas. Enquanto tenta descobrir uma forma de chegar até o belo jardim, ela encontra personagens memoráveis, como a Lagarta (que fuma um narguilé em cima de um cogumelo) que questiona quem é a menina, e Alice começa a desabafar sobre todas as transformações que sofreu durante o dia, afirmando percebe que já não tem tanta certeza da resposta.
Seguindo as suas andanças pelo País das Maravilhas, Alice chega à casa da Duquesa, onde também conhece o enigmático Gato de Cheshire. É com ele que acontece um dos diálogos mais famosos da obra. Alice pergunta qual caminho deveria seguir para sair dali. O gato responde que isso depende muito de onde ela quer chegar. Como Alice diz que não se importa muito com o destino, o gato conclui que, nesse caso, qualquer caminho serve.
Durante a conversa, o gato menciona dois moradores que Alice poderia visitar: de um lado vive o Chapeleiro, do outro a Lebre de Março, e, segundo ele, não faz muita diferença qual dos dois Alice visite, pois ambos são completamente malucos. Na verdade, o próprio gato afirma que todos ali são loucos, inclusive Alice, já que, segundo ele, ninguém em perfeito juízo teria ido parar naquele lugar.
Seguindo seu percurso, Alice acaba indo em direção à casa da Lebre de Março. Lá encontra o Chapeleiro Maluco, a própria Lebre e outros personagens em uma situação bastante peculiar, todos ali estão presos no tempo, vivendo eternamente na hora do chá.
Quando Alice finalmente consegue chegar ao lindo jardim, onde descobre que o estranho País das Maravilhas é governado pelo Rei e pela Rainha de Copas, cujos súditos são cartas de baralho. Em certo momento, a rainha convida Alice para participar de uma partida de croquet, um jogo completamente caótico, sem regras claras, onde a rainha ameaça condenar todos que a desagradam.
De forma geral, o livro pode parecer um pouco confuso em alguns momentos. Acontece várias coisas ao mesmo tempo e a narrativa exige uma concentração extra para acompanhar a lógica peculiar daquele mundo. Ainda assim, foi uma leitura agradável.
Por trás de todo o nonsense da história, existem reflexões interessantes. Alice se vê constantemente questionando tudo ao seu redor, regras, comportamentos e até mesmo as próprias certezas que tinha antes de chegar ao País das Maravilhas.
A noção de tempo também aparece de forma curiosa ao longo da obra: desde a longa queda de Alice no buraco, passando pelo Coelho Branco sempre apressado, até o Chapeleiro e seus amigos presos na eterna hora do chá.
Sempre tive muita curiosidade de ler a história original e, ao terminar esse livro, fiquei com a sensação de ter acompanhado um grande sonho maluco de Alice, daqueles em que tudo parece estranho e imprevisível. Nada faz muito sentido, e você nunca sabe exatamente o que vai acontecer no próximo momento. O final da história reforça ainda mais essa sensação, lembrando aqueles sonhos em que simplesmente acordamos de repente, sem saber exatamente como tudo terminaria se tivéssemos continuado.
Talvez seja justamente essa a grande mensagem do livro: entender que nem tudo precisa de uma explicação lógica.
Confesso que não gostei tanto do livro quanto imaginei que gostaria. Nesse caso, acabei preferindo a versão cinematográfica da Disney, dirigida por Tim Burton. Ainda assim, a leitura foi uma experiência curiosa e interessante, principalmente por permitir conhecer a história original que inspirou tantas adaptações.
Se você gosta de histórias criativas, cheias de imaginação e completamente fora do comum, Alice no País das Maravilhas é a escolha perfeita. Mesmo com toda a sua lógica caótica e acontecimentos inesperados, a obra nos convida a enxergar o mundo com outros olhos e a não ter medo de pensar de forma diferente.
E você, já leu esse clássico? Me conta nos comentários o que achou da história!
E continue acompanhando o blog para mais resenhas e dicas de leitura. 😊

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